segunda-feira, 20 de outubro de 2008



Singela Dor

Acordo em uma manhã cinzenta
Olho para traz
E vejo o meu passado rasgado

Sonhando com assas negras
Mergulho no oceano de dor
Preso as correntes da minha consciência
Vejo me iludido
Meu futuro me assombra
Sem saber o que dele será
Lágrimas, rios de sangue.

Presas e garras arrancadas com o ódio
Perdida luxuria no esquecimento
Nuvens negras cercam os meus pensamentos
Quarto de espelhos
Veias de vidros

Que delas escorrem a essência.


(Dyego Fernandes)