
Singela Dor
Acordo em uma manhã cinzenta
Olho para traz
E vejo o meu passado rasgado
Sonhando com assas negras
Mergulho no oceano de dor
Preso as correntes da minha consciência
Vejo me iludido
Meu futuro me assombra
Sem saber o que dele será
Lágrimas, rios de sangue.
Presas e garras arrancadas com o ódio
Perdida luxuria no esquecimento
Nuvens negras cercam os meus pensamentos
Quarto de espelhos
Veias de vidros
Que delas escorrem a essência.
(Dyego Fernandes)
